terça-feira, 26 de outubro de 2010

Memórias do dia 21 de setembro de 2010



São Leopoldo, 21 de setembro de 2010
Memória do 1° Seminário da Linha de Pesquisa II

Nosso encontro iniciou com a leitura da memória do encontro anterior realizada pelo Jones. Mesmo sendo uma terça após o feriadão estávamos cansados... aproveitamos o cansaço para problematizar as condições de estudo e trabalho dos professores nos dias atuais...
Como havia sido combinado a Marja retomou as discussões do capítulo II do livro do Tardif (Maurice Tardif, Saberes Docentes e Formação Profissional). Iniciamos as discussões da manhã com as Características do Saber Experiencial, p. 109, que são: Saber Prático; Ligado as funções dos professores; Interativo; mobilizado e modelado no âmbito das interações; Heterogêneo; Complexo; Personalizado; Existencial; Experienciado; Temporal e Social. A partir destas características retomamos pontos importantes do capítulo e demais discussões sobre o tema latentes naquele momento.
Falamos sobre o vinculo afetivo na prática pedagógica. Tardif fala sobre isto e Paulo Freire também aborda o assunto como amorosidade.  Destacamos a importância de que esta amorosidade não seja uma afetividade na maneira piegas, mas um comprometimento do educador com seu educando. Um caminho para estreitar laços de companheirismo e como a principal “forma” de vinculo com o conhecimento. Tana levantou a questão recorrente de alunos que gostam do professor e em gostando dele gostam da matéria/disciplina por ele ministrada.
Professora Mari trouxe a discussão dos professores iniciantes que ao chegarem na escola deparam-se com inúmeros desafios. Ficam muitas vezes sem apoio pedagógico e quem os auxilia geralmente são os pares com quem aprendem bastante. Discutimos sobre os estágios, as relações de poder nele estabelecidos, falta de apoio e ainda sobre a importância de se valorizar este espaço de aprendizado que muitas vezes são experiências decisivas na carreira docente. Falamos sobre o Programa PIBID, discutimos sobre o que conhecíamos e levantamos a possibilidade de solicitar a professora Eli que nos relatasse sobre esta experiência de iniciação a docência na UNISINOS.
A Franci nos trouxe a discussão de que os professores sofrem pressão do meio social em que estão inseridos e são “cobrados” freqüentemente, ao mesmo tempo em que cobram de si mesmos os resultados dele esperados. Discutimos os desafios do ensino superior e a Prof. Mari nos prometeu enviar um texto escrito por  Eduardo Pinto e Silva e João dos Reis Silva Júnior  sobre o professor universitário.
Entramos nas discussões do capítulo III, O Trabalho Docente, a pedagogia e o ensino – interações humanas, tecnologias e dilemas que a  Tana coordenou.
Falamos sobre fazer escolhas durante a prática pedagógica, que ensinar é constantemente fazer escolhas e que a experiência ajuda a realizá-las.
Discutimos ainda sobre a questão do controle, Tardif nos fala que o professor não pode ter a pretensão de quem tem o controle total sobre o processo de aprendizagem. Nada nem ninguém pode forçar o aluno a aprender se ele mesmo não se empenhar no processo de aprendizagem, p. 132.
Nossas discussões encerram no item 4, ficando a Tana responsável de, no próximo encontro, concluir as discussões deste capítulo e passar a palavra ao Jones, que coordenará as discussões emergentes do capítulo 4.
As discussões e a leitura deste livro tem sido de grande valia para todo o grupo. Os temas discutidos nos nossos encontros, além de estarem diretamente ligados aos desafios/alegrias atuais da educação vêm ao encontro das discussões que estamos abordando nas nossas pesquisas. Nossos encontros tem sido proveitosos aos estudos de cada um e muito agradáveis.

Presentes no encontro: Prof. Mari, Tana, Marja, Jones e Franci.
Responsável pela construção desta memória: Marja


Memórias do dia 14 de setembro de 2010


Participantes:
Profª Drª. Mari Margarete Forster;

Mestranda Franciele Zarpelon Corrêa
Mestrando Jones Quadros da Silva
Mestranda Marja Leão Braccini
Mestranda Tana Cassia Malacarne Martins


Memórias de um seminário:
São Leopoldo, 14 de Setembro de 2010

No dia 14 de setembro de 2010 iniciamos mais um encontro do seminário Seminário da Linha de Pesquisa II – Formação de Professores, Saberes Docentes e Mediações Pedagógicas. Neste encontro quem ficou de responsável pelas memórias foi o Jones.
No inicio das atividades a professora Mari leu a memória do nosso encontro do dia 31 de agosto.
A Tana trouxe para discussão a idéia do Jones para colocarmos o material estudado e registrado em aula em um blog, no primeiro momento seriam colocadas todas as memórias feitas a cada aula, e com o decorrer dos encontros colocaríamos outros materiais de pesquisa vistos nos encontros. O grupo reagiu de forma positiva, e a idéia foi aceita por todos do grupo, ficou também acertado que todos iriam ajudar nas postagens dos materiais. 

A Tana trouxe também como sugestão para o decorrer do semestre a leitura do livro Saber, Ciência, Ação dos autores André Morin, Gilles Gadoua e Gérard Potvin.
Na continuidade do encontro a professora Mari trouxe o encerramento das discussões do capítulo 1 (Os professores diante do saber: esboço de uma problemática do saber docente) do livro Sabres Docentes & Formação Profissional. A professora Mari apresentou um trecho do capítulo 1 para iniciarmos as discussões e questionamentos sobre os saberes: “Um professor é, antes de tudo, alguém que sabe alguma coisa e cuja função consiste em transmitir esse saber a outros” (TARDIF, 2002, p. 31).
Com estas discussões vieram alguns questionamentos que estão no material que a professora Mari entregou no início deste encontro. Outros questionamentos que vieram nas discussões foram se os professores são apenas “transmissores” de saberes produzidos?  O professor em sala de aula se sente criador de novos saberes ou apenas “transmissores” de saberes já prontos? Qual a valorização deste professor?
Nestas discussões foi trazido pelo grupo quanto estas produções dos saberes pelos professores, faz com que o professor tenha um reconhecimento, uma valorização e um crescimento profissional. A professora Mari e a Marja trouxeram exemplos vividos sobre estas experiências de professores que estão nas escolas na construção dos saberes juntamente com seus alunos.
Outros assuntos discutidos foram dos saberes disciplinares, curriculares, profissionais e experienciais, que é tratado nas páginas 36 a 39 do livro. Os saberes experienciais são os vividos pelos professores em sala de aula, é a prática em sala de aula. Os saberes profissionais são os transmitidos pelas instituições de formação, que são os saberes para serem utilizados na profissão. Os saberes disciplinares são os produzidos pelas ciências da educação e dos saberes pedagógicos. Os saberes curriculares são os que estão no currículo, nos programas escolares (objetivo, conteúdos, métodos) que os professores devem aprender a aplicar.
Para finalizar o capítulo 1 o autor deixa uma provocação quanto aos saberes: “Diante dessa situação, os saberes experienciais surgem como núcleo vital do saber docente, núcleo a partir do qual os professores tentam transformar suas relações de exterioridade com os saberes em relações de interioridade com sua própria prática. Neste sentido, os saberes experienciais não são saberes como os demais; são, ao contrário, formados de todos os demais, mas retraduzidos, “polidos” e submetidos às certezas construídas na prática e na experiência. Entretanto, para concluir, caberia perguntar se o corpo docente não lucraria em liberar os seus saberes da prática cotidiana e da experiência vivida, de modo a levá-los a serem reconhecidos, por outros grupos produtores de saberes e impor-se, desse modo, enquanto grupo produtor de um saber oriundo de sua prática e sobre o qual poderia reivindicar um controle socialmente legítimo. (TARDIF, 2002, p. 54).
Depois de um breve intervalo iniciamos as discussões do segundo capítulo do livro do Tardif, apresentado pela Marja.
A professora Mari leu o seguinte trecho do livro: “Em termos sociológicos, pode-se dizer que o trabalho modifica a identidade do trabalhador, pois trabalhar não é somente fazer alguma coisa, mas fazer alguma coisa de si mesmo, consigo mesmo.” (TARDIF, 2002, p. 56).
Durante as discussões dos saberes da academia e os saberes produzidos pelos professores em sala de aula veio a frase do autor Clemon Gauthier “Os professores vêem a academia com os saberes e sem o oficio e a academia vê os professores com oficio e sem os saberes.”
Na página 63 do livro é apresentado o quadro “os saberes dos professores”, onde há os saberes dos professores, com as fontes sociais de aquisição e os modos de integração no trabalho docente.
Outro assunto discutido pelo grupo foi o conceito de sincretismo, que foi colocado pela professora Mari como uma visão do todo indiferenciada e a síntese é a visão do todo diferenciada. Nas páginas 64 a 66 do livro o autor traz este conceito também.
Para o próximo encontro ficou combinado da Marja encerrar as discussões sobre o capítulo 2 do livro e a Tana iniciar as discussões do capítulo 3 do mesmo livro.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Memórias

          Na manhã do dia 31 de agosto de 2010, aconteceu na dependência da sala 1E101 do Programa de Pós-graduação em Educação da UNISINOS, o terceiro encontro do Seminário da Linha de Pesquisa II – Formação de Professores, Saberes Docentes e Mediações Pedagógicas.
Na oportunidade, a colega Tana realizou a leitura da memória referente ao seminário ocorrido no dia 24 de agosto de 2010. Como a colega Marja não pode se fazer presente, a memória deste dia ficou sob minha responsabilidade. Na sequência, a professora Mari inicia a aula com a seguinte questão: O que é saber?
Tana: “O que eu sei...” Jones: “O conhecimento adquirido”  Franciele: “Habilidades” (argumentativo)
Dessa forma, podemos ainda compreender a natureza dos saberes enquanto “conhecimentos, saber-fazer, competências, habilidades, etc.”. (TARDIF, 2002, p. 10)
Nesse mesmo instante, a professora Mari entrega folha de resumo da introdução do livro, que contém alguns questionamentos que foram posteriormente lidos e refletidos para a nossa discussão. No decorrer da leitura deste, que faz um recorte da obra: Saberes Docentes e Formação Profissional, de Maurice Tardif (2002), percebe-se que algumas ideias ficam bem pontuadas pelo autor. Vejamos:
Para ele, nossas experiências pessoais são muitas vezes mais importantes do que os saberes adquiridos em nossa formação acadêmica. Assim, segundo Tardif (2002, p. 11) “O saber dos professores está relacionado com a pessoa e a identidade deles, com a sua experiência de vida e com sua história profissional, com suas relações com os alunos em sala de aula e com os outros atores escolares na escola”.
Nessa dinâmica, a professora Mari relembra de uma ocasião em que encontrou-se com Tardif, onde o mesmo fez distinção entre professor universitário  e professor de profissão. Sendo assim, a professora questiona: Mas então eu não sou professora de profissão? Tardif reflete sobre o assunto e considera que não pretendia dar margem a essa interpretação, ou seja, apenas quis referenciar o professor de profissão como aquele que estava em sala de aula, no advir de uma experiência que o constituiu enquanto professor. Entretanto, diante da indagação a ele feita, decidiu não fazer mais essa diferenciação.
Algumas considerações realizadas pela professora Mari acerca dos saberes:
Ø  “Não devemos criar profecia ou preconceito sobre os saberes – Ex: Se o aluno sabe matemática não vai saber português”;
Ø  “Há uma especificidade de saberes docentes – Ex: O ensino de ...”
Ø  “Todos podem aprender, como também cada pessoa tem seu tempo e habilidades mais refinadas do que outras”.
        Na medida em que saboreávamos o chimarrão trazido por Jones, acompanhado das bolachas e biscoitos que a professora Mari trouxe, também dávamos continuidade a nossa reflexão, de acordo com os conceitos do livro, mas especialmente pelas experiências recordadas e socializadas por nossa docente. Vejamos:
Para exemplificar como os saberes docentes possuem uma especificidade, ou seja, tem por objetivo ensinar algo a alguém, Mari cita uma aluna que conhecia muito sobre história, mas não sabia ser professora. Ao perceber isso, a mesma decide fazer uma pesquisa sobre professores iniciantes, seus defrontamentos de início de carreira e suas principais dificuldades.
Nesse anseio, ainda na dimensão dos saberes docentes, tendo como prévia o “saber ensinar”, faz-se importante o questionamento: O aluno está aprendendo? Nessa medida, o professor pode questionar-se sobre a concepção de conhecimento e as situações que cria para a reflexão, onde também pode perceber que não é apenas um determinado método que vai fazer com que o aluno aprenda. Tardif (2002) pontua ainda, que é necessário estar aberto para uma ampla variedade de saberes. 
Dois aspectos importantes foram tencionados quanto a formação profissional do professor e a constituição de seus saberes: mentalismo e sociologismo. Nessa perspectiva de estudos, Tardif (2002) procura dimensionar uma inter-relação entre o mentalismo (saber individual; ator) e sociologismo (saber social; sistema), visualizado como um todo.
 Entretanto, faz um alerta quanto a utilização de seus extremos, ou seja, evitar o mentalismo que visualiza os sujeitos/individuais e esquece da relação social de aquisição de saberes, bem como escapar do sociologismo que elimina os atores, tratando os professores apenas como produção social.
Finalizamos nossa aula com a tarefa que contempla o estudo do 1º e 2º capítulo do mesmo livro de Tardif (2002),  para a aula do dia 14 de setembro de 2010, visto que em semana anterior será o feriado de Independência do Brasil.

 Maurice tardif - Pesquisador canadense conhecido internacionalmente, é professor titular na Universidade de Montreal, onde dirige o mais importante centro de pesquisa canadense sobre a profissão docente. Atualmente, é reitor de uma universidade na Suíça. Ele é filósofo e sociólogo de formação, seus trabalhos são traduzidos e publicados em vários países. Nos últimos anos, foram publicadas várias de suas obras sobre o ensino, entre as quais: O trabalho docente no cotidiano (Bélgica, 2000); Formação dos professores e contextos sociais (França, 1998); A profissão docente: história, sistema e estrutura (Canadá, 1996).
UNISINOS – PPG em Educação. 2010/02

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Memória do dia 24-08-2010

Participantes:
•    Profª Drª. Mari Margarete Forster;

•    Mestranda Franciele Zarpelon Corrêa
•    Mestrando Jones Quadros da Silva
•    Mestranda Marja Leão Braccini
•    Mestranda Tana Cassia Malacarne Martins


Memórias de um seminário:
São Leopoldo, 24 de Agosto de 2010

Em uma manhã de inverno, nem tão fria assim, iniciou nossa segunda aula. Segundo ori-entação de nossa professora, o colega Jones iniciou a aula com a leitura das memórias refe-rentes à aula anterior.
Duas propostas de leitura para as próximas aulas foi o passo seguinte deste encontro proposta pela profª Mari, as quais foram:
GERALDI, C. M. G.; FIORENTINI, D.; PEREIRA, E. M. A. Cartografia do Trabalho Do-cente. Campinas: Mercado de Letras, 1998.
TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
Como a turma optou pelo livro Saberes docentes e formação profissional de Tardif, fica-mos incumbidos de realizar a leitura da introdução do livro, bem como do primeiro capítulo do mesmo. Ficando a profª Mari como a responsável pelas provocações desta primeira parte do livro. Tendo em vista que foi constatado que o livro encontra-se com sua edição esgotada, o material para a leitura foi disponibilizado na pasta 367 do xerox do centro 1.
Acertos iniciais concluídos e o chimarrão e as rapaduras correndo soltos, iniciamos os trabalhos pertinentes a este encontro com a colega Marja iniciando com a leitura do resumo do texto CHARLOT, Bernard. O professor na sociedade contemporânea: um trabalhador da contradição. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 17, n. 30, p.17-31, jul./dez. 2008.
Dentro da própria introdução, pode-se dizer que o intuito deste artigo é “confrontar as injunções da sociedade contemporânea com o que está vivendo o professor “normal”, isto é, a professora que atua a cada dia numa dessas salas de aula que constituem a realidade educacional brasileira.” (p.18)
A profª Mari relatou sobre uma disciplina que ministrada na graduação desta universidade, onde abriu a seguinte questão aos alunos: A escola tem futuro ou não? No decorrer das discusões na referida aula, ela falou em Marisa Costa que defende que a escola é viva e vai viver para sempre e junto a esta colocação citou o livro  A escola tem futuro? da mesma autora (Costa, Marisa V. – A escola tem futuro? D P&A Editora, 2003.)
Foi falado também sobre a história infantil Quando a escola é de vidro de Ruth Rocha, que fala sobre a passagem da pedagogia tradicional para pedagogia renovada e encontra-se disponível em http://www.youtube.com/watch?v=mkCFW7Ua-So (26/08/2010 – 10h).
Em viagem a Portugal, a profª Mari visitou a conhecida Escola da Ponte e nos contou um pouco de sua experiência. Segundo ela, quem conduziu um passeio pela escola, foi um menino de aproximadamente 7 anos de idade que dizia conhecer o Brasil, mas desconhecer onde ficava o Rio Grande do Sul (RS), e pediu a professora que mostrasse em um mapa mundi onde fica, dizendo na sequencia que acreditava que ali, já pertencia a Argentina.
O colega Jones trouxe uma parte do texto de Charlot que lhe chamou a atenção:
O professor está sempre errado.
* é jovem: não tem experiência
* é velho: está superado
* chama atenção: é grosso
* não chama atenção: não tem moral
* usa a língua portuguesa corretamente: ninguém entende
* fala a linguagem do aluno: não tem vocabulário
* tem carro: chora de barriga cheia
* anda de ônibus: é coitado
* o aluno é aprovado: deu mole
* o aluno é reprovado: perseguição.
Como implementar uma aventura intelectual nas escolas, marcadas por transformações sociais? (p.22)

Antes da parada para um lanchinho, a colega Franciele trouxe para a discussão os estudos referentes a um novo campo de inter-relação entre educação e comunicação, chamado Educomunicação.
Partindo dessa premissa, enquanto principiante nos estudos da Educomunicação, destaca-se na América Latina Mario Kaplún. Este deixa um legado de referência para a leitura crítica da mídia, onde algumas de suas experiências ganham relevo na área educativa e de comunicação popular, como: o     cassete-fórum dinamizado pela comunicação grupal; a implantação do curso de leitura crítica, enquanto método de formação do receptor no CESAP – Centro al Servicio de la Acción Popular, também realiza a pedido da UNESCO, estudo das distintas tendências e estraté-gias de comunicação na educação de adultos latino-americanos; entre outros. 
No cenário que contempla a educomunicação enquanto gestão da comunicação na educa-ção, destaca-se no Brasil o professor e pesquisador Ismar de Oliveira Soares, com o projeto Edu-com.rádio que consiste na educomunicação pelas ondas do rádio. O programa é desenvolvido através da parceria entre a ECA/ USP  e o Projeto Vida, da Secretaria da Educação do Município de São Paulo. Contempla o desenvolvimento de workshops para professores e oficinas para os alunos (as) participantes do projeto que abrange mais de 400 escolas da rede municipal de ensino de São Paulo. 
Em retomada ao texto do Charlot, destacamos nas páginas 22 e 23 o que segundo Peter Woods são “estratégias de sobrevivência”, colocando como o primeiro objetivo do professor sendo sobreviver, profissional e psicologicamente.
Na sequência Charlot trabalha a “culpa” de forma a dizer: Quando o aluno não consegue aprender, sempre chega um momento em que é difícil não levantar a questão de saber de quem é a culpa. (p. 23)
As professoras brasileiras, como a maioria dos docentes, no mundo inteiro, são basicamente tradicionais. Entretanto, essas professoras tradicionais sentem-se obrigadas a dizer que são construtivistas! (p.24) Tradicional ou construtivista? Esse é o assunto abordado por Charlot na sequência do texto. Finalizando a aula a cerca desta discussão a profª Mari apresenta a seguinte reflexão: A autorizade, pode conviver com a liberdade...
Como anteriormente havia citado, enquanto estudo para casa ficou a introdução e o capítulo 1 (caso fosse possível) do livro: TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissio-nal. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. A profª Mari comprometeu-se em trazer algumas provocações referentes a esta leitura e alguma guloseima para saborearmos juntamente a nossa roda de discussões da próxima aula. Nosso colega Jones, ficou como o responsável por manter a tradi-ção do sul: o chimarrão.


Bernard Charlot

Possui doutorado em Educação ("doctorat d'État", equivalente a Livre-docência) - Université de Paris X, Nanterre (1985). Atualmente é Professor visitante da Universidade Federal de Sergipe e Professor Emérito da Universidade Paris 8. Professor Afiliado da Universidade do Porto, Portugal. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Fundamentos da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, ensino, políticas educati-vas, escola e relação com o saber. (Fonte: http://lattes.cnpq.br/4687158600283895 - 22/08/2010)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Inicio das Aulas - 17-08-2010

Memória da aula do dia 17/08/2010

Participantes da aula: Professora Mari Forster, Franciele, Jones, Marja e Tana.
No dia dezesete de agosto de 2010, num dia de inverno não muito frio, reunimo-nos Jones, Tana, Marja, Franciele e Mari para iniciarmos o primeiro Seminário da Linha de Pesquisa 2. Este primeiro encontro teve como objetivo a definição da temática central que será objeto de estudo do grupo. Inicialmente cada mestrando apresentou sua intenção de pesquisa: Marja disse que seu interesse refere-se a análise dos saberes adquiridos/construídos pelos bolsistas de iniciação cientifica e as  repercussões dos mesmos na constituição da docência; Tana pretende examinar como as tecnologias podem auxiliar a qualificar o ensino de ciências; Jones, por sua vez, vem organizando seu trabalho na perspectiva de analisar as interações vividas entre alunos e entre esses e seu professores, intermediados pelos mundos presencial e virtual; Franciele, aluna do mestrado em Comunicação, estuda a presença do radio no ambiente escolar e os saberes por ele mediado.
Após a introdução feita pela professora Mari, e passado as informações sobre as datas dos nossos próximos encontros neste semestre, optou-se por dar ênfase durante o semestre letivo ao saberes docentes/discentes adquiridos/construídos em diferentes espaços educativos. Definiu-se pela leitura de Tardif, “Saberes Docentes e formação profissional”, complementado por outros textos, sobre a temática, de outros autores, a serem definidos posteriormente.
Durante as nossas conversas foi sugerido pela professora Mari de fazermos uma ata dos nossos encontros, porém esta ata não teria o formalismo que se exige de uma ata de reunião, e sim um breve relato do momento. Este documento se chamará “memória” e será relatado sempre por algum dos alunos pertencentes a este grupo. A idéia foi aceita por todos do grupo que concordaram em fazermos deste momento um aprendizado para todos e uma chance de exercitarmos a nossa escrita e também uma forma de deixarmos registrado os nossos estudos dentro da disciplina de seminários da Linha de Pesquisa II do Mestrado em Educação.
Como o nosso grupo é pequeno, 5 pessoas apenas, foi sugerido que sempre alguém traga umas bolachas ou um chimarrão para irmos saboreando durante o nosso encontro. Para o próximo encontro a Marja ficou de levar os comes e o Jones o Chimarrão.
A professora Mari trouxe relatos sobre a sua experiência em Portugal com trabalhos entre Universidades e escolas. Informou quem em Portugal há poucas experiências neste nível, e que não há grupos de pesquisa como temos aqui no Brasil.
Depois de um breve café no bar Happy Station voltamos para a sala de aula, porém com o frio que estava dentro da sala de aula resolvemos todos continuar as discussões fora da sala de aula para saborear um pouco do sol.
Na segunda etapa da aula o grupo discutiu um pequeno texto, escrito por Manuel Matos, intitulado “A palavra como maiêutica”, onde o autor discute a formação na perspectiva do desempenho e/ou do empenho, instigando todos a olharem seu processo formativo e a refletirem sobre os diferentes significados da formação. Conclui-se que as concepções defendidas por nós precisam estar clara e coerentemente postas e que as mesmas refletem-se sobre nossas ações.
No final a professora Mari pediu para que cada um fizesse um pequeno relato sobre a trajetória de cada um até chegar ao mestrado.
Ficou de “tema de casa” a leitura do texto do Bernard Charlot, o professor na sociedade contemporânea: um trabalhador da contradição.

I Seminário da Linha de Pesquisa 2 do Mestrado em Educação Turma 2010-2

Este blog tem como objetivo divulgar todos os estudos realizados durante o I Seminário da linha de pesquisa 2 do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisinos, turma 2010-2. No decorrer das atividas feitas em sala de aula iremos publicar neste local.